
A violência política de gênero é direcionada contra a mulher, pode ocorrer de diferentes formas e não se limita à agressão física.
A Lei nº 14.192/2021 considera violência política contra a mulher toda ação, conduta ou omissão destinada a impedir, dificultar ou restringir seus direitos políticos. Também estão incluídas práticas de distinção, exclusão ou restrição ao exercício de direitos e liberdades políticas em razão do sexo.
O Código Eleitoral também prevê como crime assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata ou detentora de mandato eletivo, por qualquer meio, utilizando menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou dificultar sua campanha ou o exercício do mandato.
A violência política pode aparecer, por exemplo, por meio de:
Também pode ocorrer por meio de práticas menos evidentes que dificultem a participação efetiva das mulheres no processo político.
Além de combater a violência política de gênero, a rede também atuará para prevenir e combater a fraude à cota de gênero. A legislação eleitoral estabelece regras destinadas a assegurar espaço para a participação de mulheres nas eleições proporcionais. A Lei das Eleições determina que cada partido ou federação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% das candidaturas com pessoas de cada sexo.
A fraude à cota de gênero ocorre quando essa regra é cumprida apenas formalmente, com o registro de candidaturas que não representam uma disputa eleitoral efetiva, utilizadas para atingir artificialmente o percentual mínimo exigido pela legislação.
O combate a essas práticas protege a igualdade de oportunidades e impede que uma regra criada para ampliar a participação feminina seja utilizada apenas para cumprir uma formalidade.
Garantir candidaturas femininas reais e combater a violência política são medidas que ajudam a tornar a democracia mais representativa.

A Rede parte de um princípio simples: cada instituição possui competências próprias, mas a atuação integrada permite dar respostas mais eficientes às denúncias, facilitar o acesso das vítimas aos órgãos responsáveis e ampliar as ações de prevenção e conscientização. Conheça a atuação de cada integrante dentro do projeto.
A integração dessas instituições permite que as denúncias sejam direcionadas aos órgãos competentes e que diferentes áreas do poder público e do sistema de Justiça atuem de forma coordenada na prevenção e no enfrentamento à violência política de gênero.
Além do tratamento e encaminhamento das denúncias, a Rede desenvolverá ações educativas e de conscientização sobre violência política de gênero, fraude à cota de gênero, direitos das candidatas e canais disponíveis para denúncia e orientação.
Se você sofreu, presenciou ou tomou conhecimento de um possível caso de violência política de gênero, procure os canais oficiais de denúncia.
Acesse o site ou entre em contato com as Ouvidorias e canais de atendimento das demais instituições parceiras para conhecer iniciativas de enfrentamento à violência política de gênero, buscar orientação ou comunicar algum fato relacionado ao tema