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Com auditoria no Colégio Agnes, teste de biometria registra participação de 47 eleitores

Ação integrou os testes de integridade promovidos pelo TRE-PE para garantir que o voto digitado seja exatamente o mesmo computado pela urna eletrônica

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Ao todo, 47 eleitoras e eleitores participaram do teste de integridade com biometria realizado no Colégio Agnes, no bairro das Graças, no Recife, local que contou com duas urnas destinadas à auditoria e acompanhamento direto da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (Cave). 

De acordo com a coordenadora da Cave, Andréa Albuquerque, a auditoria no Colégio Agnes ficou dentro do esperado com base no histórico de eleições anteriores. Quanto às pessoas que preferiram não participar da amostragem biométrica, a coordenadora esclareceu que a maioria apresentou como justificativa a pressa e o tempo de espera nas filas de votação.

A comissão contou com cerca de 200 integrantes, reunindo servidores da Justiça Eleitoral e colaboradores da Justiça e do Ministério Público.

Como funciona o Teste de Integridade

Realizado tanto no Colégio Agnes quanto na Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), o teste de integridade tem como objetivo comprovar a transparência, a segurança do processo e assegurar que o voto digitado na cédula física seja rigorosamente o mesmo contabilizado no resultado final da urna eletrônica.

No total foram realizados testes de integridade em 27 urnas eletrônicas. Outras oito foram submetidas ao teste de autenticidade. As urnas foram escolhidas e sorteadas no sábado (3), véspera da eleição, em uma cerimônia pública na sede do TRE-PE.

Para a condução dos trabalhos de integridade, os auxiliares de auditoria convocados e capacitados pela Cave atuam organizados em "Ilhas". Cada estrutura foi composta por três servidores com funções bem definidas:

Habilitador e conferente: responsável pela verificação e liberação do eleitor;

Digitador: encarregado de inserir os dados;

Votador: responsável por "cantar" o voto na urna eletrônica.

Estrutura e mobilização da comissão

A comissão central da Cave é composta por 11 pessoas de diversas secretarias do tribunal, sob a presidência da juíza auxiliar da Corregedoria, Karina Aragão, e coordenação de Andréa Albuquerque.

Contabilizando o grupo central, a equipe de apoio e os colaboradores que atuam nas ilhas e no recolhimento das urnas sorteadas no sábado pré-eleição, o grupo totaliza cerca de 200 participantes.

Ao avaliar o cumprimento dos trabalhos, Andréa Albuquerque destacou o comprometimento e a assiduidade dos envolvidos: “Todos os membros da Cave participaram naquilo que foi proposto, por exemplo, servidores que foram buscar as urnas e se empenharam a chegar no horário previsto no local atribuído, não houve nenhuma ausência dos servidores”, finalizou a coordenadora.

Auditoria e transparência

O teste de autenticidade verifica se os sistemas instalados nas urnas são os mesmos que foram oficialmente assinados e lacrados pela Justiça Eleitoral. A auditoria é realizada antes do início da votação, na própria seção eleitoral sorteada.

No teste de integridade, as urnas selecionadas são retiradas dos locais onde seriam utilizadas e substituídas por outros equipamentos. As urnas sorteadas são encaminhadas para o ambiente onde será realizada a auditoria no dia da eleição.

Os dois procedimentos fazem parte dos mecanismos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.Eles permitem que entidades fiscalizadoras e a sociedade acompanhem diferentes etapas e verifiquem o funcionamento das urnas eletrônicas.

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