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Missão da OEA destaca capacidade técnica e organização da Justiça Eleitoral nas Eleições 2026
Relatório preliminar constatou a normalidade da votação no 1º turno e apresenta recomendações para o 2º turno
A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (MOE/OEA) destacou a capacidade técnica, logística e organizacional da Justiça Eleitoral brasileira na realização do primeiro turno das Eleições 2026, ocorrido em 4 de outubro. Em relatório preliminar divulgado no dia 6 de outubro, a organização reconheceu o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), dos mesários, das forças de segurança e das demais instituições envolvidas no processo eleitoral.
Liderada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, José Miguel Insulza, a missão contou com 91 observadores de 23 nacionalidades. Antes da votação, a equipe esteve em 21 estados e no Distrito Federal, além de seis cidades no exterior. No dia da eleição, acompanhou 831 seções eleitorais em 371 locais de votação, incluindo Pernambuco.
O relatório ressalta que todas as 517.179 seções eleitorais instaladas no Brasil e no exterior foram abertas no dia da votação. A missão também destacou o cumprimento do calendário eleitoral, a colaboração entre as instituições e a normalidade dos preparativos para o pleito.
Confira o relatório na íntegra
Desafios para o segundo turno
Apesar da avaliação positiva sobre a organização da votação, a missão identificou desafios relacionados ao ambiente político e à campanha eleitoral. O documento aponta forte polarização, judicialização da disputa e circulação de desinformação nas redes sociais, inclusive conteúdos que geraram desconfiança sobre o sistema eletrônico de votação.
A OEA ressaltou a importância de garantir segurança jurídica aos participantes do processo eleitoral, especialmente diante de decisões judiciais próximas ao dia da votação.
A missão retornará ao Brasil para acompanhar o 2º turno, marcado para 25 de outubro, e publicará posteriormente um relatório mais abrangente, com conclusões e recomendações para o aperfeiçoamento do sistema eleitoral brasileiro.
Desde 1962, a OEA realiza missões de observação eleitoral nas Américas.
Segurança e transparência da votação
A OEA reconheceu os esforços da Justiça Eleitoral para garantir a segurança das urnas eletrônicas e a transparência do processo. Entre os pontos destacados estão os procedimentos de verificação da autenticidade e integridade dos sistemas, os testes realizados antes e durante o pleito e a divulgação dos resultados oficiais.
Segundo o relatório, o atraso na atualização do portal de divulgação dos resultados presidenciais, na noite de 4 de outubro, não comprometeu a totalização dos votos. A apuração continuou funcionando normalmente, e o portal voltou a ser atualizado até alcançar 100% dos resultados às 2h58 do dia 5 de outubro.
A missão também registrou que, em localidades afetadas por interrupções no fornecimento de energia elétrica, provocados por condições climáticas, as baterias das urnas permitiram a continuidade da votação até o restabelecimento da energia.
Entre os avanços apontados estão o aumento do cadastro biométrico para 89% do eleitorado, a ampliação dos serviços digitais oferecidos pela Justiça Eleitoral e o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e prestação de contas das campanhas.