11 de fevereiro: TRE-PE lembra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
A data foi instituído em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da Resolução A/RES/70/212

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro, foi instituído em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da Resolução A/RES/70/212, com o objetivo de reconhecer o papel fundamental desempenhado por mulheres e meninas no avanço da ciência e da tecnologia. Sob a liderança da Unesco e da ONU Mulheres, a data mobiliza diversos países com ações que promovem visibilidade, incentivo e igualdade de oportunidades no campo científico.
Apesar dos avanços, mulheres e meninas ainda enfrentam barreiras estruturais, estereótipos e desigualdades de acesso às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). A data, portanto, é um convite à reflexão e à ação: incentivar cada menina que sonha em descobrir algo novo, cada jovem que desafia padrões e cada cientista que persevera apesar dos obstáculos. Elas são inspiração e força para a construção de um futuro mais inclusivo, inovador e brilhante.
Exemplos de protagonismo feminino na ciência mostram como a pesquisa transforma vidas e realidades. Um deles é o desenvolvimento da polilaminina, medicamento produzido pelo laboratório Cristália em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A substância foi descoberta através da pesquisa realizada pela professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, que lidera as pesquisas na UFRJ e demonstrou potencial para restaurar movimentos em pacientes com lesões recentes na medula espinhal, oferecendo esperança a pessoas que sofreram paraplegia ou tetraplegia em decorrência de acidentes de trânsito, quedas ou mergulhos. Ao favorecer a reconexão entre cérebro e corpo, a pesquisa representa um avanço significativo na medicina regenerativa brasileira.
Outro exemplo inspirador vem do semiárido baiano, onde uma estudante desenvolveu um detergente biodegradável a partir da casca da pinha, fruto amplamente cultivado em Presidente Dutra, conhecida como a capital mundial da pinha. O projeto nasceu de um desafio pedagógico no Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves e ganhou destaque por unir ciência, inovação e sustentabilidade.
Durante a pesquisa, a estudante identificou que a Annona squamosa (pinha) possui saponinas, substâncias naturais com propriedades de limpeza e formação de espuma. A partir disso, Beatriz criou versões líquida e pastosa do detergente, diferenciadas apenas pela proporção dos ingredientes, mantendo a mesma matéria-prima. Totalmente biodegradável, o produto utiliza inclusive sabão neutro biodegradável em sua composição. As próximas etapas incluem o aperfeiçoamento da fórmula, novos testes de eficiência, consistência e durabilidade, além da avaliação do impacto ambiental.
O trabalho foi apresentado no Encontro Estudantil, realizado na Arena Fonte Nova, que reuniu cerca de 10 mil estudantes, e contou com o apoio da direção escolar e da comunidade local.
O TRE-PE Celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência e, acima de tudo, reconhece a importância de incentivar conquistas, ampliar oportunidades e inspirar novas gerações.

