Página interna do portal
Seção de conteúdo
Observadores nacionais confirmam normalidade no 2º turno das Eleições 2026
Relatórios destacam votação pacífica, funcionamento das urnas e transparência dos procedimentos eleitorais
Com informações do TSE
A atuação de observadores nacionais contribuiu para ampliar a transparência do 2º turno das Eleições Gerais de 2026. Relatórios produzidos pelas Missões de Observação Eleitoral da Faculdade de Direito de Vitória (FDV), da Transparência Eleitoral Brasil, do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Nepedi/Uerj) e do Observatório da Democracia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) registraram a normalidade da votação, a participação pacífica do eleitorado e o trabalho técnico da Justiça Eleitoral (JE).
Fiscalização em todo o país
A Transparência Eleitoral Brasil distribuiu equipes por 16 unidades da Federação, 57 municípios brasileiros e oito cidades no exterior. Foram acompanhadas 67 seções na abertura, 1.033 durante a votação e 134 no encerramento, além de juntas eleitorais, cartórios, pontos de transmissão e locais destinados a eleitores indígenas, pessoas privadas de liberdade, pacientes internados e idosos.
Segundo o relatório, a impressão dos Boletins de Urna (BUs) foi confirmada em 99,1% das seções acompanhadas no encerramento da votação. A missão também destacou que os mecanismos de conferência e autenticação garantiram a integridade dos resultados divulgados.
O documento apontou ainda uma redução na substituição de urnas. No 2º turno, foram trocados 1.551 dos 499.248 equipamentos utilizados, o equivalente a 0,31%. De acordo com a missão, as substituições permitiram a continuidade da votação e não provocaram perda de votos.
Tranquilidade em áreas de fronteira
A Unila reuniu 67 observadores credenciados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 19 localidades de fronteira no Rio Grande do Sul, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, em Roraima e no Amapá. A equipe acompanhou 235 seções eleitorais em 70 locais de votação distribuídos por cinco estados. O trabalho abrangeu desde a abertura até o encerramento da votação. Não foram identificados grupos organizados de eleitores vindos de países vizinhos nem incidentes de segurança relacionados à região de fronteira.
A universidade concluiu que a votação transcorreu com tranquilidade na maioria dos locais observados, sem registros de fatos que prejudicassem o pleito. A missão também ressaltou a realização da identificação biométrica e o conhecimento dos mesários sobre os procedimentos de votação na maior parte das seções acompanhadas.
Caminhos para aperfeiçoar eleições
A FDV defendeu que o combate à desinformação respeite a liberdade de expressão e de imprensa, a proporcionalidade e a transparência das plataformas digitais. O comunicado também recomendou que eleitores consultem os canais oficiais da Justiça Eleitoral e utilizem esses meios para denunciar conteúdos falsos ou enganosos.
Já o Nepedi da Uerj destacou o amplo reconhecimento internacional do resultado das eleições presidenciais e a capacidade técnica, a experiência institucional e a eficiência operacional do Tribunal Superior Eleitoral na condução do processo eleitoral em todo o país.
Os quatro relatórios convergem ao reconhecer a importância da observação independente para a segurança e a transparência das eleições brasileiras. Ao acompanhar locais de votação, urnas, plataformas digitais e decisões relacionadas ao pleito, as missões produzem informações que podem contribuir para o aperfeiçoamento das próximas eleições e reforçam o papel da fiscalização pública na democracia.