Combate à desinformação é foco do TRE-PE para as Eleições 2026
“Confiança em todos os parceiros é primordial”, diz presidente

O combate à desinformação e a confiança nas Eleições 2026 foram alguns dos temas debatidos, nesta segunda-feira (02), no programa Super Manhã da Rádio Jornal. A apresentadora Natália Ribeiro recebeu nos estúdios da emissora o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Fernando Cerqueira, o procurador eleitoral substituto Wellington Saraiva e a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Pernambuco (OAB-PE), Ingrid Zanella.
“O processo eleitoral depende da confiança da população e é primordial que haja confiança entre todos os parceiros”, enfatizou o desembargador, acrescentando que cabe à classe política do estado apresentar ao povo um comportamento digno de estadistas, sem ataques polarizados, cada um em seu escopo.
Cerqueira ressalta que a desinformação corrói a segurança. Por isso, o combate à desinformação e às fake news está entre as prioridades para o TRE-PE este ano. As normas que vão regulamentar a atuação dos partidos e balizar os julgamentos pela Justiça Eleitoral ainda estão em fase de definição pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa é que sejam divulgadas na primeira semana de março.
O funcionamento seguro das urnas eletrônicas também foi discutido durante o programa. O presidente do TRE-PE lembrou que no dia da votação, cada urna emite um documento demonstrando que não há nenhum dado inserido indevidamente. É a chamada “zerésima”, que é testemunhada por fiscais de todos os partidos.
Ao final do dia de eleição, sai o boletim de urna, que fica afixado na seção eleitoral e pode ser conferido por QR Codes. “Todos os partidos têm acesso. Se houvesse algum problema, eles seriam os primeiros a reclamar”, garante o presidente. “São feitos testes públicos, abertos a quem quiser observar. São mais de 30 mecanismos de segurança”, informa o procurador Wellington Saraiva.

QUESTÕES DE GÊNERO
A violência política de gênero e o respeito às cotas de gênero nas formação das chapas proporcionais são temas que também vão merecer atenção especial do TRE-PE. Segundo Ingrid Zanella, da OAB-PE, a Organização das Nações Unidas aponta que 84% das mulheres na política sofrem algum tipo de violência e 47% declaram terem sido ameaçadas.
Em Pernambuco, o TRE-PE vem registrando um volume alto de processos relacionados à fraudes à cota de gênero, que estabelece que 30% das chapas, no mínimo, devem ser compostas por um gênero e 70%, por outro. Na prática, os partidos compõem suas candidaturas com 30% de mulheres e muitos são denunciados por práticas de candidatas laranjas. “Temos até 40% dos processos no Tribunal em torno desse tipo de prática”, revela o presidente Cerqueira.
O debate pode ser ouvido em três links:

