TRE-PE inicia nova etapa na digitalização do seu acervo documental
Trabalho começou com a captura digital da primeira resolução publicada pelo Tribunal

O Centro de Memória da Justiça Eleitoral de Pernambuco (Cemel), em parceria com a Seção de Arquivo, Gestão Documental e Biblioteca (Seaged), a Comissão Permanente de Gestão da Memória (CPGM) e a Comissão Permanente de Avaliação Documental (CPAD), deu início a mais uma etapa do projeto de digitalização do seu acervo documental.
A nova fase foi inaugurada na quarta-feira (11) com a captura digital da primeira resolução publicada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), datada de 10 de abril de 1953. Assim como outros registros de valor histórico e social, o documento será disponibilizado futuramente à consulta pública através da plataforma eletrônica do Acervo Documental da Justiça Eleitoral de Pernambuco.
“A ideia é que a gente tenha uma difusão dessas fontes documentais para que os pesquisadores nas universidades possam ter acesso e também o público em geral que, por acaso, tenha interesse em conhecer um pouco mais da história das eleições. Queremos, com esse projeto, trabalhar essa massa documental para ir, aos poucos, disponibilizando na nossa plataforma”, explica o servidor e historiador Bruno Vitorino, que está à frente da iniciativa.
Ainda como parte desse grande projeto de preservação da memória da Justiça Eleitoral de Pernambuco, estão sendo digitalizados também relatórios das eleições produzidos nos anos 90, às vesperas do processo da informatização da votação, com a chegada da urna eletrônica, além da criação de um catálogo de obras raras. "Essas obras são publicações que pertencem à biblioteca do TRE-PE, são inéditas, e aqui é a única biblioteca do estado com um acervo especializado no campo eleitoral" explica Gilvan Mendonça, da Seção de Arquivo, Gestão Documental e Biblioteca (Seaged).
O TRE-PE conta com um rico acervo de documentos primários vinculados à organização eleitoral e ao processo eleitoral, datados entre os séculos 19 e 20. Entre eles estão atas, dossiês, resoluções, termos, impugnações de urna e alistamento eleitoral. Ao todo, estima-se que o projeto possa viabilizar a digitalização e difusão de, pelo menos, 759 destes documentos.

Parte da equipe do projeto: Maria Yasmin, Bruno Vitorino, Gilvan Mendonça e Samara Lucapo.