Combate a desinformação é o foco principal de gestores de comunicação da JE

Uso da Inteligência Artificial e presença nas redes são preocupação

Uso da Inteligência Artificial e presença nas redes são preocupação

A desinformação e os riscos para o processo eleitoral foram os temas discutidos por gestores de Comunicação dos tribunais Regionais Eleitorais de todo o país, nesta quinta-feira (5). Os dirigentes participam de encontros preparatórios para a 90º edição do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), realizado na sede da Escola Judiciária de Pernambuco (Esmape), no Recife. 

O debate teve duas vertentes: a disseminação de desinformações por meio de redes sociais e o combate aos seus efeitos. Em ambas, o papel da inteligência artificial na criação de mensagens com conteúdos duvidosos e os riscos que isso causa a sociedade em geral e a integridade do processo eleitoral, em particular.

Na opinião de José Antônio Lima, professor e diretor do Projeto Comprova, os principais desafios enfrentados passam pela aversão do público ao trabalho das agências de checagem e ao avanço das técnicas e estratégias na criação de conteúdos maliciosos. O Comprova identifica que a falta de letramento midiático, digital e de como funcionam os algoritmos é obstáculo à superação da viralizaçao das mensagens de desinformação.

O docente observou que, durante muito tempo, as agências de verificação atuavam depois da desinformação instalada. “Como bombeiros apagando incêndios”” comparou. Segundo ele, uma mudança de atitude diante do público eventualmente sensibilizado por conteúdos maliciosos, com uma atitude mais empática. “são raros os conteúdos totalmente inventados, sem conexão com a realidade. sempre há uma verossimilhança. então, como jornalista é preciso que se diga que compreende porque alguém acreditou num conteúdo que se mostrou falso”, ressaltou.

A educação midiática também está no centro das ações da Agência Lupa, outra iniciativa voltada para a checagem de publicações. “É necessário estar nos espaços onde as pessoas estão e inundar esses espaços com informações de qualidade", destaca Natália Leal,  diretora da Lupa, que apresentou o relatório “Panorama da Desinformação no Brasil - 2024 e 2025”. 

A diretora sugeriu aos secretários e assessores de comunicação presentes no 90 Coptrel que passem a enxergar as ferramentas de Inteligência Artificial como úteis para a resolução de conflitos nas Eleições 2026. “A Justiça Eleitoral precisa se posicionar como sendo um pilar de credibilidade e, para isso, entre outras coisas, é fundamental investir em educação midiática no longo prazo”, destacou. 

PANORAMA

O relatório da Lupa revelou que os vídeos são o principal vetor emocional da desinformação. Os caminhos que essas mensagens trafegam é difuso e multiplataforma. O WhatsApp segue como principal via de difusão de conteúdos virais identificados, seguido por Instagram, Facebook, de forma unitária ou em mais de um canal. A Lupa chama a atenção para a saída do X, antigo Twitter, do ranking e a entrada do Kwai, que é uma rede usada por classes C,D e E, e onde perfis de mais credibilidade institucional ou dos grandes portais de comunicação não atuam.

Os conteúdos falsos versam sobre questões econômicas e políticas, entre outras, com recortes regionais ou nacionais. Entre os alvos preferenciais dessas mensagens está o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF).  O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é alvo recorrente, com narrativas que colocam em dúvida a integridade do sistema democrático.

O presidente do Coptrel, desembargador Carlos Contar, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul, participou  do início do encontro e revelou sua preocupação com a desinformação e com o uso indiscriminado de Inteligência Artificial. “é um tema que rebate em toda estrutura dos tribunais”. Contar conclamou a todos a atuarem em forma conjunta e parceria entre si. “Usando o copiar e colar, inclusive”, brincou, usando dois dos comandos mais comuns no uso corriqueiro dos programas computacionais.

Em resposta, o assessor de comunicação do TRE-PE, Gilvan Oliveira, que coordenou a reunião, lembrou que as estruturas de comunicação dos diversos regionais atuam em parcerias, replicando entre si as iniciativas bem sucedidas.

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